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Um Novo Benchmark

Fundos de pensão vão trocar o CDI pelo índice Andima para avaliar ganho. A migração natural para o índice Andima como novo benchmark para aplicações de renda fixa de longo está na mira das políticas de investimentos dos fundos de pensão para 2006. A necessidade de substituir os Certificados de Depósitos Interbancários (CDI) como parâmetro para suas projeções de longo prazo já vinha sido percebida por especialistas das consultorias Towers Perrin e NetQuant, que há três anos, lançaram seu próprio benchmark, o composite.

Entre outros atrativos, o índice composite diversifica os riscos das carteiras e investe em diferentes ativos de renda fixa, ao contrário do CDI que reflete apenas um movimento de curto prazo. O composite, superou o CDI nos últimos 24 meses e é muito similar ao índice criado pela Andima. Segundo o presidente da Netquant, Marcelo Nazareth, "a idéia de diversificação na renda fixa é extremamente importante. Essa noção é clara em renda variável: ninguém concentra seus investimentos em uma única ação ou em um único setor da economia. Devemos transpor o conceito para a renda fixa" conclui.

Até o final de dezembro, fundos de pensão terão elaborado suas políticas de investimentos para 2006. Towers Perrin e NetQuant consideram a definição destas políticas prioritárias para a boa rentabilidade das entidades. De acordo com estudo realizado pela Towers - com 145 fundos de pensão de empresas privadas nacionais, multinacionais e estatais - 37% das entidades pesquisadas utilizam estudo de otimização para a definição do benchmark. Mas há entidades que buscam seus benchmarks com os gestores e algumas o definem arbitrariamente, sem qualquer embasamento. O benchmark de renda fixa é fundamental, porque representa mais de 80% dos investimentos dos fundos de pensão, conforme mostra o estudo.

Na avaliação das consultorias, o ideal para um fundo de pensão é constituir uma carteira sob medida para seu participante. A idéia é buscar uma carteira ótima do ponto de vista técnico, com uma abordagem científica e a melhor relação de risco versus retorno possível. São agrupados indivíduos com os mesmos perfis biométricos, econômicos, tempo que falta para aposentadoria, nível salarial, nível de saldo de contas, entre outros. O fundo de pensão deve adequar o número de perfis à diversidade de sua clientela ativa.

O consultor da Towers Perrin, Luiz Mário Farias destaca que às vezes encontramos situações onde a massa de participantes é homogênea, possibilitando a adoção de um único perfil de investimentos. Na maior parte dos casos, entretanto, há desde jovens com salários mais baixos, até a diretoria; com salários altos e proximidade da aposentadoria.

Veículo: Gazeta Mercantil
21/09/2005

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