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Nesta semana entrevistamos Homero Icaza, presidente da
Megadata, que fala sobre o m-Cash, nova plataforma para
meios de pagamentos eletrônicos.
1 -O que é a Megadata?
A Megadata é uma empresa de tecnologia associada
ao grupo Ibope. Desenvolve e processa plataformas próprias
de TI, muitas vezes sendo terceirizada para operação
de serviços, com destaque, por exemplo, ao processamento
do DPVAT – Seguro obrigatório de veículos,
que processa para os mais de 25 milhões de carros
segurados no Brasil. Mais recentemente nos interessamos
pelas plataformas de meios eletrônicos de pagamento,
desenvolvendo solução interessante, usando
o telefone celular como validador da transação.
Acreditamos que esta plataforma, batizada de m-Cash, agregará
muito aos negócios on-line no Brasil.
2 - Qual o estágio dos meios de pagamento on-line
no Brasil?
Os meios de pagamento usados na Internet brasileira são
os mesmos usados em países referência como
os Estados Unidos. Por lá 95% das transações
de Internet são realizadas por cartões de
crédito. No Brasil, este percentual que já
foi de 90%, caiu recentemente para 80%. Creio, pela natureza
cultural de nosso consumidor, mais arredio ao uso de cartões
de crédito sem a presença física
na loja, exista no Brasil uma necessidade particular,
para termos plataformas distintas de pagamento, sempre
é claro, lastreadas em transações
bancárias.
3 - Qual o estágio de desenvolvimento do m-Cash
no Brasil?
Estamos prontos para implementação, preparando
o lançamento piloto com uma grande loja e grande
banco de varejo já negociado para tanto. Acredito
que o roll out deste processo será muito rápido,
pois o benefício do m-Cash é evidente no
processo de pagamento, tanto por sua segurança,
como também pela possibilidade de agregarmos expressivo
número de usuários para as compras on-line.
Afinal, temos mais de 80 milhões de pessoas com
celular no Brasil, contra talvez não mais de 30
milhões de portadores de cartões de crédito.
O m-Cash terá também um apelo muito consistente
para aqueles usuários que temem o uso do cartão
de crédito pela Internet. Quero, contudo, destacar,
que a aplicação do m-Cash não é
restrita à Internet, podendo também ser
usado em transações do mundo físico
promovendo muita praticidade e conforto, tanto para quem
vende como para quem compra. Estamos trabalhando também
com esta perspectiva.
4 - Há questões regulatórias a serem
definidas em relação as plataformas existente
ou novas para pagamento na internet?
No sentido mais amplo da questão, não vejo
nenhuma pendência regulatória para os meios
de pagamento existentes e em particular para a solução
m-Cash. Temos que ter em mente que neste caso a Internet
é mais um canal de venda, usando alta tecnologia
para facilitar o acesso entre lojistas e compradores.
Toda a base legal para relação de compra
e venda no mundo físico é replicada para
o mundo virtual. Não vejo, portanto necessidade
pelo desenvolvimento de leis complementares ou especificas
no que se refere às transações eletrônicas
de pagamento.
5 - Quais as dificuldades enfrentadas no processo de lançamento
do m-Cash?
Toda a novidade paga um certo preço para conseguir
seu espaço e não é diferente em relação
ao m-Cash. Estamos, contudo, muito satisfeitos com a rápida
absorção de nosso conceito pelo mercado
e o acordo para lançamento piloto que já
temos negociado. A difusão do nosso conceito está
sendo muito bem recebida e quero reconhecer e agradecer
o inestimável apoio de entidades como a Câmara
Brasileira do Comércio Eletrônico, que compreendeu
nosso valor potencial para o mercado e nos apóia
na repercussão desta novidade para o seu significativo
grupo de sócios, as empresas mais relevantes no
mercado on-line brasileiro.
Veículo: Camara-e.net
12/07/2005
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